A Câmara Municipal de Vila do Porto entrou, passados 3 anos e meio de absoluta inércia, na desenfreada euforia Socialista de construir à pressa o que até agora não conseguiu ou não quis construir.
As recentes e frenéticas acções da Câmara Municipal de Vila do Porto deixam o PSD de Santa Maria e os Marienses em geral, perplexos, face à actividade moribunda da autarquia desde a sua eleição a esta parte.
Ao PSD de Santa Maria e aos Marienses em geral, causa surpresa o facto da Câmara Municipal de Vila do Porto só no final do seu mandato ter sido capaz de iniciar obras que durante três anos e meio não foi capaz de realizar.
De certo, os Marienses tal como nós, estão atentos a este facto.
Será que o elenco Camarário de Vila do Porto só agora, a oito meses das eleições autárquicas se lembrou que era necessário edificar na freguesia de São Pedro e Santo Espírito edifícios destinados a Junta de Freguesia com extensão de espaço funerário?
Será que só agora, a poucos meses das eleições autárquicas o elenco camarário se lembrou do total abandono do Forte de São Brás?
Será que só agora o Jardim de Santo Antão despertou interesse à Câmara Municipal, sem contar com a enormidade de tempo que levou a ser feito.
E a Biblioteca?
Há anos que se houve falar da sua construção, mas só recentemente se iniciou a sua construção!
Que coincidência! Ser só agora que se registou este súbito de todas estas obras!
Mas o mais grave é que todas estas frentes acontecem com a capa de Carlos César que na sua ultima visita a esta ilha, se deparou e surpreendeu, tal como nós, com o marasmo e a apatia que a autarquia e Santa Maria estão votadas.
Falta de dinamismo, pouca visão de futuro, falta de diálogo, falta de apoio às associações culturais e desportivas, fraca cooperação com as juntas de freguesia aliadas à visível inércia, são a marca de referência desta autarquia que teima em enterrar cada vez mais Santa Maria.
A velha desculpa de que a Câmara Municipal de Vila do Porto não fez mais por Santa Maria nestes últimos anos, por estar comprometida financeiramente com construção do Complexo Desportivo causa-nos alguma confusão.
Se durante três anos e meio a Câmara de Vila do Porto nada fez, devido à obra do Complexo Desportivo, como é que de um momento para o outro, em fim de mandato, consegue iniciar obras, algumas importantes, que já deveriam estar feitas há anos.
A resposta é simples: falta de planeamento estratégico, pouco trabalho e incapacidade para decidir.
Tudo é estranho nesta derradeira etapa do Mandato de Nélia Figueiredo na frente dos destinos da autarquia Mariense.
Desde a Presidente da Câmara, passando pelo seu corpo técnico e até mesmo pela vereação, é notória a desorientação. Já não sabem para onde se virar com apenas quatro ou cinco obras em curso.
Pena é que esta azáfama não se tenha verificado ao longo de todo o mandato para bem de Santa Maria.
Só agora a CMVP se lembrou que havia uma Escola na Avenida de Santa Maria.
A ânsia de apresentar trabalho, fraco trabalho, levou esta autarquia e os seus responsáveis à colocação de “lombas” na principal via de acesso de entrada na ilha.
O PSD não é contra a segurança, pelo contrário, é a favor de mais segurança, mas esta estaria totalmente assegurada se os responsáveis por aquele estabelecimento de ensino, optassem pela utilização da porta principal do estabelecimento de ensino.
A decisão em colocar as “lombas” teve com certeza a aprovação do presidente do estabelecimento de ensino em questão, que curiosamente é também vereador desta Câmara.
O mesmo Vereador, ficou subitamente preocupado com a segurança rodoviária e com a jardinagem de Vila do Porto. Só é pena que tenha estado tão desatento durante os últimos três anos e meio.
Com as Eleições à porta, este elenco Camarário socialista teme definitivamente perder o poder, daí esta sua desorientada forma de mostrar trabalho.
Nem mesmo do facto de ser da mesma cor partidária do Governo de Carlos César, a Câmara Municipal de Vila do Porto conseguiu obter proveito para Santa Maria, o que só prova a sua incapacidade e a sua falta de interesse em desenvolver a ilha.
O PSD de Santa Maria não pactua com esta forma de desenvolvimento da nossa ilha.
O PSD de Santa Maria e os Marienses não querem mais do mesmo.
O PSD de Santa Maria terá certamente a partir de Outubro próximo a oportunidade de mostrar aos Marienses outra forma de actuar, outra maneira de ouvir e trabalhar em prol de Santa Maria, que há muito se encontra entregue ao total abandono, por inteira responsabilidade Socialista.
Vila do Porto, 26 de Janeiro de 2009
A Comissão Política de Ilha de Santa Maria