quarta-feira, 21 de maio de 2008

COMUNICADO

COMISSÃO POLITICA DO PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA DE SANTA MARIA

A comissão política do PSD de Santa Maria, reuniu no dia 20 de Maio, para um balanço da visita do Governo Regional a Santa Maria e também o estado da ilha nas vertentes económica e social.

Analisando a economia da ilha, dos seus agentes económicos e da população em geral, em comparação com a “abastança” do governo regional, chegamos à triste conclusão, que apenas o governo “nada” em dinheiro .

Num claro abuso de poder e ao serviço da campanha eleitoral do governo, Carlos César e o PS, não têm limites . Manda encerrar ao trânsito a principal rua de Vila do Porto ,manda deslocar um rebocador duma empresa pública para Santa Maria, tudo a bem do espectáculo político e pago com dinheiros públicos.

Em oposição a esta ostentação temos a difícil e preocupante realidade ilha.

As empresas marienses estão em dificuldades e com falta de liquidez, o que se pode comprovar pela ausência de candidaturas aos sistemas de incentivos.

As famílias cada vez têm maiores dificuldades. Ao aumento constante do custo de vida contrapõe-se a diminuição dos salários reais.

Os jovens marienses continuam a abandonar a ilha rumo a outras paragens para conseguirem emprego.

Os casais jovens não conseguem habitação, quer por via do constante aumento dos juros, quer por via da não existência de programas de apoio (habitação a custos controlados) promovida pelo governo ou pela autarquia.

As associações locais lutam no dia a dia para sobreviverem e levarem a efeito os eventos que são a base do movimento turístico mariense, não
tendo, em muitos casos, a compreensão e a atenção, por parte dos poderes públicos, que, certamente, os eventos promovidos mereciam.

O governo regional lança obras consecutivas, muitas vezes sem qualquer estratégia. Exemplo disso são as que tem levado a cabo no saco do Porto de Vila do Porto, resultando daqui:

- Um cais ferry onde os barcos não atracam;

- A falta de integração no projecto, do porto de pescas, o que acarreta claros prejuízos para a actividade, que terá de esperar mais uns tempos para ver as suas pretensões atendidas.

O Campo de Golfe, obra que poderá ter reflexos positivos no desenvolvimento da ilha, mas que neste momento ainda está numa fase muito embrionária.

Não deixa do entanto de levantar algumas interrogações, principalmente, no que concerne à sua localização, numa zona de excelentes terrenos agrícolas, o que causa sempre alguma preocupação, principalmente, se considerarmos que vivemos numa ilha onde os bons solos para a prática agrícola não abundam.

Acresce a isto a falta de interesse dos privados no projecto, o que, nesta fase, poderá indiciar que este Campo de Golfe terá dificuldades em se impor no circuito de golfe açoriano.

São lançadas infra-estruturas importantes na área das telecomunicações e das novas tecnologias, como é o caso da ESA, mas as empresas geradoras de postos de trabalho são sediadas em S.Miguel . Para Santa Maria apenas fica o investimento “estratégico “.

Concordamos com todas as obras atrás mencionadas, mas não a qualquer custo, ou por imposição de calendários eleitorais do governo regional.

Temos que acordar da anestesia reinante e exigir qualidade, mas, principalmente, respeito como povo.

Temos que combater a forma ligeira e muitas vezes descuidada com que o Governo nos trata.

Quanto mais obras se fazem na ilha pior está a sua economia.

Os empreendimentos são tratados apenas como arma politica e imediata. Faltam objectivos e estudos que apontem a sua valorização para a economia da ilha.

E tudo isto acontece sem que a autarquia tome qualquer posição politica que se conheça, calando aquilo que está mal e assumindo uma posição de total subserviência perante o Governo Regional.

É o desgoverno total e Santa Maria é que sofre com isso.


Vila do Porto, 21 de Maio de 2008


A Comissão Politica do PSD Santa Maria